Tom positivo.


Os ativos de risco estão iniciando a semana em tom semelhante a forma em que encerraram a semana passada, com um tom mais otimista e um vies de “risk-on”. Destaque para um movimento mais misto no dólar e algum alívio nos ativos emergetes. Estes movimentos, contudo, ainda se mostram tímidos e merecem cautela. Comentei sobre esses movimentos e as perspectivas no sábado pela manhã, aqui: https://mercadosglobais.blogspot.com.br/2018/05/dinamica-ainda-ruim-bcb-muda-atuacao-no.html,
No final se semana, Trump sinalizou que pode reverter parte de algumas medidas que afetaram uma empresa chinesa específica de tecnologica\telecomunicações, visando retornar as atividades dessa empresa nos EUA e recuperar os empregos perdidos na China. A postura de Trump mostra que ele tem sim uma agenda de renegociações bilaterais, mas que o presidente dos EUA tem flexibilidade nas negociações e se mostra preparado para rever decisões que se mostram excessivamente prejudiciais aos EUA. Não estou entrando no mérito se esta postura e se suas medidas são corretas, ou não, apenas tentando mostrar que não parece haver decisões irrevogáveis, mas sim disposição e flexibilidade para evitar impactos negativos maiores na economia.
Ao longo da semana precisamos observar como irão caminhar as negociações envolvendo o NAFTA.
Na Itália, o governo caminhou para uma coalizão de partidos de mais radicais e populistas, mas que nos últimos meses adotaram um discurso mais ao centro e menos prejudicial a economia. De qualquer form, se confirmada a coalizão desses partidos, será uma questão localizada que precisará ser acompanhada e entendida de melhor ao longo do tempo. Por ora, este “probema” deverpa permanecer mais localizado, sem sinais claros de maior contágio a outros países e\ou classes de ativos. Inclusive, esta manhã, o EUR opera em alta a despeito de leve queda das bolsas na Europa.
No Brasil, os jornais continuam repercutindo as possíveis alianças políticas para as aleições, sem que haja um cenário mais claro definido.


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