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Mostrando postagens com o rótulo ISM Manufacturing

Acumulam-se sinais de desaceleração global. Atenção à posição técnica em Brasil.

O destaque do dia, passado o ”warning” da Apple (comentado aqui: https://mercadosglobais.blogspot.com/2019/01/apple-flash-crash-e-lua-de-mel-no-brasil.html ) ficou por conta do ISM Manufacturing de dezembro nos EUA. O ISM Manufacturing – um dos indicadores mais contemporâneos de crescimento que existe – caiu de 59,3 para 54,1 pontos em dezembro, muito abaixo das expectativas de 57,5 pontos. O número de hoje reforça um quadro de desaceleração global dos PMIs, que já vinha sendo destaque em regiões como Europa e China desde meados de 2018. Este número deverá elevar ainda mais o receio do mercado em torno de uma potencial desaceleração global mais acentuada de agora em diante, mantendo o cenário desafiador para os ativos externos. O dia foi marcado por uma queda dos índices de bolsa dos EUA, forte fechamento de taxa de juros e queda do dólar. Os movimentos fazem sentido em meio as expectativas de que os EUA irão se juntar ao resto do mundo em um ambiente de menor crescimento...

Cenário sem alterações. Riscos continuam evidentes.

Os dados econômicos divulgados ontem nos EUA continuam mostrando uma economia com crescimento robusto (Chicago PMI, Consumer Confidence) e acumulo de pressões inflacionárias (Core PCE, Employment Cost Index), mas sem que haja uma aceleração mais rápida e acentuada da inflação, pelo menos neste momento.  Os números em nada alteram o pano de fundo para a continuidade do processo de normalização monetária de curto-prazo, que ainda vejo como uma restrição para a apreciação adicional dos ativos de risco ao longo deste ano. No início da noite de ontem, a Bloomberg reportou que os EUA estariam pensando em elevar de 10% para 25% as tarifas sinalizadas para cerca de US$200bi em importações da China. De acordo com o WSJ, as negociações entre os dois países estariam mostrando poucos avanços. O momento de crescimento robusto, exuberância do mercado financeiro e algumas "vitórias" nas negociações com Europa e NAFTA, devem dar ímpeto aos EUA em manter u...

ISM, Juros Brasil, Ásia

A quinta-feira foi marcada pela divulgação de um ISM Manufacturing, nos EUA, não apenas abaixo das expectativas do mercado, como abaixo dos 50 pontos – limiar que divide a fronteira entre uma economia em expansão, ou em contração. A fraqueza do setor manufatureiro dos EUA está em linha com os sinais emitidos pelos PMIs de outras regiões do mundo, que mostram um crescimento pífio deste setor da economia global. Acho válido chamar a atenção para um movimento que vem ocorrendo de maneira fluida, porém não menos importante, de fraqueza das economias da Ásia, mesmo que o crescimento chinês aparente estar em posição satisfatória. O Morgan Stanley resumiu com clareza o cenário, que reproduzo a seguir, no final deste  post . No Brasil, a curva de juros reagiu de maneira clássica a nova mensagem do comunicado do Copom, ou seja, com forte fechamento de taxas dos vértices intermediários da curva, e leve steepening . O BCB colocou com clareza as condições para que o ciclo de queda da ...

Dólar forte

Os ativos de risco estão abrindo a semana com mais uma rodada de fortalecimento do dólar no mundo, liderados por uma queda de cerca de 0,7% no EUR durante esta manhã. Em um pano de fundo de alta do dólar, os ativos emergentes estão tendo um começo de semana um pouco mais desafiador, com alta nas taxas de juros e queda nas bolsas. Na agenda do dia, destaque para o Personal Income e Personal Spending, além do ISM Manufacturing nos EUA. No Brasil, o dia terá IPC-S, Focus e Balança Comercial. Na agenda da noite, o PMI Manufacturing oficial da  China  saiu de 50,1 para 50,2 pontos em junho, basicamente em linha com as expectativas. A abertura do indicador mostrou um quadro de leve recuperação da atividade no país. Não vejo alteração significativa de cenário para a China, mas este primeiro sinal, ainda incipiente, de estabilização do crescimento deveria ser bem visto pelo mercado. De qualquer maneira, o  policy maker  chinês precisará manter uma postura agressiva ...

PMI´s em foco

Após uma noite de elevada volatilidade dos ativos de risco (o S&P operou em uma banda entre 2033.5 e 206.75 e o EUR entre 1.0719 e 1.0792, por exemplo), os mercados globais estão operando próximos a estabilidade em relação ao fechamento de ontem neste momento. O destaque ficou por conta dos PMI oficiais, com a China apresentando leve, mas surpreendente recuperação, e a Europa confirmando um quadro mais positivo de crescimento que já havia sido sinalizado pelas prévias. A agenda do dia será um tanto quanto agitada, com PIM no Brasil, além do ADP Employment e do ISM Manufacturing nos EUA. O ADP Employment é especialmente relevante, por ser o último e o melhor indicador antecedente para os dados oficiais de emprego a serem divulgados na sexta-feira. Como o Fed tem dado atenção especial ao mercado de trabalho, e indicado que o emprego será o fiel da balança na decisão de como e quando proceder no começo de um processo de alta de juros, qualquer surpresa nesta frente, para cima ou ...

EUA: ISM Manufacturing, Prices Paid e ativos de risco.

O ISM Manufacturing recuou de 55.1 para 53.5 pontos em janeiro, abaixo das expectativas de 54.5 e o menor patamar desde fevereiro de 2014. O indicador, contudo, permanece em nível robusto e consistente com um crescimento saudável da economia. Após 3 trimestres de crescimento forte da economia americana, um acomodação é, de certa maneira, esperada e natural. Contudo, chama a atenção o recuo do Prices Paid, de 38.5 para 35.0, menor nível desde a crise de 2008, e um dos menores níveis da historia do indicador (vide gráfico abaixo). A forte queda no preço do petróleo e seus derivados explica grande parte deste movimento. A reação dos ativos de risco ao numero, contudo, está sendo pouco trivial. O USD estão mais fraco ao redor do mundo, tanto contra G10 como EM. Os juros americanos fecham taxa, exercendo pressão baixista para as demais taxas de juros ao redor do mundo. As bolsas americanas, contudo, apresentaram forte queda após a divulgação. Os ativos de risco podem estar começan...

Crescimento fraco na China e Europa

As commodities continuam sua trajetória descendente, e operam sobre forte pressão esta manhã. Pela primeira vez neste período de queda no preço das commodities, estamos observando uma reação negativa das bolsas globais. O USD opera em leve alta ao redor do mundo, com as taxas de juros apresentando fechamento de taxas, tanto nos países desenvolvidos, quanto nos países emergentes. O destaque da noite ficou para a surpresa negativa no PMI Manufacturing oficial da  China , que caiu de 50.8 para 50.3 pontos em novembro, abaixo das expectativas de 50.5 pontos. O número confirma um cenário de fragilidade do crescimento do país, que já tinha sido mostrado pelo HSBC Flash PMI. Frente aos desafios encontrados para estabilizar o crescimento do país, os  policy makers  chineses devem continuar adotando postura mais proativa e agressiva na condução de suas políticas monetária e fiscal. Não podemos descartar o anuncio de novas medidas (corte de compulsório, corte de juros, injeção...

Europa

A noite foi de agenda esvaziada e de relativa tranquilidade para os ativos de risco. Os mercados globais operam sem grandes movimentações ou destaques essa manhã. Estamos obervando um leve viés de USD forte, commodities em queda e bolsas e bonds estáveis. Na agenda do dia, o foco ficará por conta do ISM Manufacturing nos EUA. Europa – Ao longo da noite, um dos veículos de comunicação na Espanha divulgou uma pesquisa política onde um partido radical mostrou forte avanço e já se encontra na liderança das intenções de voto. Um cenário parecido vem sendo mostrado nas últimas pesquisas na Grécia. Em um ambiente de crescimento fraco e aperto fiscal, este tipo de cenário é um risco relevante a estabilidade econômica da região, já que a vitória de partidos radicais nas eleições implica o fim do processo de ajuste econômico nestes países. Precisamos acompanhar atentamente a cena política na Europa nos próximos meses.

Dinâmica do Câmbio no Brasil

Os ativos de risco tiveram uma noite de relativa tranquilidade na Ásia, mas hoje pela manhã vejo alguns vetores que me chamam a atenção. Primeiro, a despeito de um bom desempenho das bolsas da Ásia Emergente, os índices na China continuam dando sinais de fraqueza, mesmo frente a melhora do PMI divulgado no final de semana e após uma série de medidas de suporte ao crescimento colocadas em pratica pelo governo nas últimas semanas. A reação dos mercados locais parece cada vez mais tímida, fazendo “ lower highs ”, o que não costuma ser um sinal positivo. Em segundo lugar, este mesmo cenário está sendo espelhado pelas commodities metálicas. Após um rebound rápido e curto ontem, o cobre já opera em queda, enquanto o Minério continua perigosamente próximo aos níveis mais baixos deste ciclo. Em terceiro lugar, a tendência de abertura de taxa dos juros americanos continua essa manhã, o que pode se transformar em um ambiente mais desafiador para os ativos de EM, para os ativos de Carry e para ...