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Mercados Globais (Flash News) – EUA: Novas evidências de desaceleração.

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Número fraco de Durable Goods Orders nos EUA, levando em conta as revisões. Devemos migrar para revisões baixistas de PIB para o segundo trimestre do ano. Não me surpreenderia de termos um PIB (trimestral e anualizado) próximo a zero no segundo trimestre. É mais uma evidencia de desaceleração da economia dos EUA (e do mundo). Não deveria ser bem recebido pelos ativos de risco. Pode colocar alguma pressão pontual no dólar. Minha maior convicção, nesta frente, seria compra de JPY e de Ouro . Fonte: Bloomberg.

Dia de recuperação dos ativos de risco internacionais. Situação está longe de estabilizada.

Os ativos externos estão chegando ao final do dia em um movimento mais correlacionado de “risk-on”, devolvendo parte das perdas verificadas ontem. Acho que este tipo de movimento é natural e até mesmo esperando em um ambiente como o que estamos convivendo ao longo deste ano. Como comentei nesta manhã ( https://mercadosglobais.blogspot.com/2018/11/ativos-mostram-alguma-recuperacao.html ), não acho que a dinâmica de hoje seja uma boa sinalização para o que nos espera pela frente. Vou esperar a nova semana para fazer uma avaliação mais concreta em relação ao cenário prospectivo dos ativos de risco neste final de ano. Por ora, acho que existem argumentos em termos de valuations que são favoráveis a manutenção dos “ranges” recentes, como explicado mais a fundo aqui: https://mercadosglobais.blogspot.com/2018/11/momento-de-definicao-de-curto-prazo.html . Todavia, vejo um acumulo de evidências que me levam a crer que o cenário prospectivo, estrutural, ainda seja mais desafiador para...

Update

A quarta-feira foi marcada por uma forte correção das bolsas norte americanas e europeias, que já vinha sendo formada desde ontem, mas sem motivos fundamentais aparentes [“O price-action dos ativos de risco na terça-feira, vis-à-vis as informações econômicas divulgadas ao longo dia, me dizem que os mercados podem estar diante de mais uma correção de curto-prazo dos ativos de risco. Com números de crescimento positivos nos EUA, e inflação levemente mais alta, o dia foi de fechamento de taxas de juros e queda nas bolsas norte americanas. Não vejo motivos fundamentais para correções maiores, mas argumentos técnicos/gráficos para uma pernada de correção dos ativos de risco (bolsas e fechamento de taxa de juros).”] O USD teve um dia misto, se apreciando contra algumas moedas emergentes (BRL, TRY, COP) mas com desempenho fraco contra o EUR e tranquilo contra G10 em geral. No Brasil, chama a atenção o bom desempenho do mercado de juros, em um dia de forte depreciação do BRL. Como o Rel...

EUA: Sinais de fraqueza no crescimento

O Durable Goods Orders de fevereiro foi bastante fraco. O numero costuma ser muito volátil e deve ter sido negativamente impactado pelo clima frio que assolou parte do país no começo do ano. De qualquer maneira, confirma um crescimento mais moderado neste primeiro trimestre do ano. Os ativos de risco não conseguiram reagir de maneira clássica, ontem, ao numero de inflação mais alta e as surpresas positivas de Housing e Markit PMI. Assim, não me surpreenderia se o mercado continuasse sem grandes tendências no curto-prazo, com viés de correção e realização de lucros das tendências que prevaleceram neste começo de ano. Assim, podemos ver o USD se consolidar durante um tempo. Não vejo espaço para quedas muito acentuadas, mas consolidação em torno dos atuais níveis. O mesmo vale para as taxas de juros nos EUA. O ambiente se torna, no curtíssimo-prazo, um pouco menos pressionado para renda fixa e câmbio nos países emergentes, com as commodities seguindo uma dinâmica de acomodação pa...