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Daily News – A Espera de um Milagre?

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Após um dia histórico para alguns mercados, como a curva curta de juros dos EUA (que comentei aqui: https://www.linkedin.com/posts/dan-kawa-78361130_dan-kawa-on-twitter-activity-7041152906888101888-7F_Z?utm_source=share&utm_medium=member_desktop ) os ativos de risco estão apresentando alguns sinais de estabilização.   O mercado migrou da narrativa de “Inflação” e juros altos, de forma abrupta e acentuada, para a narrativa de “Crise Financeira” e “Recessão”. O efeito disso é claro na pressão sobre as commodities, no forte fechamento de taxa de juros e na alta dos metais preciosos e das cryptos.   A despeito do forte fechamento de taxa de juros dos ativos soberanos, os últimos dias tem sido de forte abertura de spreads para os ativos de crédito privado. Em especial, para os ativos High Yields (HY) como é o caso na Europa:   Os eventos recentes levaram a um forte aperto das condições financeiras, o que pode ser um importante argumento para o Fed pausar seu ci...

Daily News – Ainda longe da saída

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Em sua aparição ontem no Congresso americano, Jay Powell, Presidente do Fed, foi incisivo em suas declarações. Segundo ele, o Fed irá fazer tudo que está ao seu alcance para controlar a inflação. Um novo aumento do ritmo de alta de juros não está descartado, e as taxas de juros terminais deste ciclo devem ser maiores do que o anteriormente imaginado.   As declarações de Powell levaram a um movimento global e coordenado de aversão a risco nos mercados globais. Alguns indicadores chamam a atenção, e acendem um sinal amarelo para a economia dos EUA.   As taxas de juros de 2 anos ultrapassaram os 5% pela primeira vez desde 2008 e a curva de juros mostrou forte inversão (vide gráfico abaixo), movimento que costuma preceder fortes recessões no país. O mercado passa a esperar taxas terminais de juros na faixa de 5.5% a 6%, com uma probabilidade elevada de alta de 50bps no próximo FOMC.   Em termos de alocação, como tenho insistido neste fórum, sigo com visão mais cau...

Daily News – Atualizações Gráficas.

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Em uma manhã de poucas novidades no cenário, os ativos de risco apresentam tom mais positivo. O dia fica reservado para uma breve exposição de gráficos.   Nos EUA, os títulos de dívida HY apresentam aberturas não desprezíveis de taxas ao longo do ano:   Na Turquia, a Lira Turca (TRY) testa o patamar de 11 por dólar, a espera de mais um corte de juros por parte do BC do país:   Interessante observar a correlação do Minério de Ferro com o mercado imobiliário da China:   Finalmente, as vendas de carros na Europa, e no mundo, seguem bastante pressionadas:   No Brasil, na ausência de novidades e com enormes incertezas no cenário, os ativos locais continuam a operar sob pressão.   *As análises e opiniões são pessoais e não representam, necessariamente, uma visão institucional.   Dan H. Kawa CIO TAG Investimentos

Daily News – Fragilidade

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Os ativos de risco estão mantendo uma dinâmica de enorme volatilidade, mas ainda com sinais claros de fragilidade. Ontem, após uma tentativa de recuperação ao longo da tarde, os índices americanos acabaram fechando próximos a estabilidade. Neste momento, observamos quedas na Europa e nos EUA.   Não há mudanças relevantes de cenário. Do lado negativo:   ·          A situação da pandemia mostra deterioração rápida na Europa e em alguns “bolsões” dos EUA e Brasil; ·          Já se fala em medidas mais restritivas em algumas regiões, o que deve afetar o crescimento; ·          Não há sinais de acordo para um novo pacote fiscal nos EUA; ·          A eleição americana segue indefinida; ·          Há sinais consistentes de acomodação do crescimento, como a manutenção de u...

Update

Brasil – Os ativos locais reagiram de maneira clássica a mudança do Ministro da Fazenda, leia-se, com abertura de taxa de juros e “ bear steepening ” da curva, alta do dólar e queda da bolsa. O novo Ministro da Fazenda realizou uma coletiva junto aos investidores para reforçar a mensagem de continuidade da política econômica. Contudo, devido a seus laços históricos com o que ficou conhecido como “nova matriz econômica”, o Ministro está encontrando um enorme ceticismo por parte do mercado em acreditar que não haverá mudanças relevantes na política econômica, cujo foco principal ainda deve ser sobre o ajuste fiscal. Acredito que o ceticismo por parte do mercado continuará, até que medidas concretas sejam adotadas. Acredito que novas propostas de ajuste precisam ser, não apenas sinalizadas ao mercado, mas de fato concretizadas. Alguma vitória no Congresso, como uma eventual CPMF, também poderia ser vista como a confirmação de que as palavras do novo Ministro sejam de fato o que será ...

From macro risk, to micro risk.

A segunda-feira foi marcada por uma deterioração microeconômica dos mercados financeiros globais, fruto de uma clara reação ao ambiente macroeconômico desafiador que já predomina há alguns meses. As ações da Glencore* apresentaram queda de 30% no dia, após forte pressão nos últimos meses. A empresa é uma operadora global de recursos naturais, fortemente dependente da demanda da China. A forte queda das ações foi acompanhada por uma acentuada pressão nos títulos da dívida da empresa, com o custo de seu CDS, uma espécie de seguro do crédito da companhia, apresentando relevante abertura de spreads. Por ser uma empresa global, e muito ligada ao cenário de crescimento econômico, especialmente no tocante a China, a derrocada da Glencore acaba afetando o humor global a risco, além de nichos específicos de mercado, como os HY Bonds e o setor de commodities ao redor do mundo. Além da Glencore, o setor automotivo na Europa apresentou forte queda nos últimos dias, após o escândalo da Vol...

"Warning Signs?!"

As commodities , metálicas e o petróleo, vem apresentando forte tendência de queda nos últimos meses. Acho que dois efeitos estão afetando sua performance. O primeiro é o menor crescimento estrutural da China, e o segundo é a expectativa do fim do QE nos EUA. Já estou observando um movimento de fortalecimento do USD no mundo, acompanhando por uma forte queda nas commodities nos últimos dias. Os papéis HY e HG mostram clara tendência de deterioração nos EUA e na Europa. Não podemos descartar que este movimento se transforme em um “ risk-off ” mais generalizado caso essas tendências se acentuem. Acredito que o cenário base seja de movimentos graduais de correção dos exageros dos últimos anos, mas períodos pontuais, com rodadas mais acentuadas de piora, não podem ser descartados.