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Dilma, ajustes econômicos e FOMC

A temporada de resultados corporativos está trazendo uma maior volatilidade às bolsas norte americanas. Após uma sequencia de resultados abaixo do esperado, que culminaram com uma forte queda das bolsas do país na terça-feira, observamos resultados mais positivos na noite de ontem, com Apple e Yahoo liderando um movimento de recuperação dos mercados. De qualquer maneira, com o  valuation  do S&P aparentemente esticado (em torno de 17x P/E), a necessidade de resultados em ascensão, para dar sustentação aos níveis do índice, são cada vez maiores. Não é à toa, assim, que já começamos a verificar um movimento claro de rotação para bolsas de outras regiões do mundo, como é o caso da Europa e Japão. V ejo uma tendência clara de diferenciação dos ativos de risco neste começo de ano. Os investidores tem tido a capacidade de isolar problemas pontuais e localizados, como é o caso das eleições na Grécia e de uma nova rodada de pressões políticas sobre a Rússia, do panorama geral...

Brasil em Foco

O final de semana trouxe alguns desdobramentos que podem ser importantes para os mercados globais, as vésperas de uma semana onde teremos na agenda as eleições na  Grécia  e a reunião do  FOMC  nos EUA como os principais eventos a serem monitorados. Abaixo, segue uma breve análise dos últimos acontecimentos no  front  econômico e político, nos Brasil e no mundo: Brasil –  Nos últimos dias, 3 eventos merecem destaque no cenário local: (1) o discurso de Tombini em Davos, (2) o crescente risco de racionamento, (3) uma possível declaração de apoio de Dilma aos ajustes econômicos. Vamos a cada um deles: - Em Davos, Tombini concedeu entrevista coletiva para a imprensa nacional na sexta-feira. Pelo o que vem sendo reportado na mídia, tendo a acreditar que o viés de suas declarações seja  dovish  para a política monetária. Na minha visão, o principal ponto de suas declarações ficou por conta da complementaridade entre política fiscal e monet...

De volta aos fundamentos

Os mercados externos operam sem movimentações relevantes essa manhã, após uma final de semana relativamente esvaziado e sem novidades relevantes. A agenda da semana terá a decisão do FOMC como grande destaque nos EUA, mas outros indicadores de atividade ajudarão o mercado a ter uma melhor definição em torno do real estado da economia norte americana. Mantenho minha visão que os últimos meses marcaram apenas um “soft-patch”  da economia global e, especialmente, da economia norte americana. Espero que os indicadores de atividade ao redor do mundo apontem para uma recuperação do crescimento neste último trimestre do ano. De maneira geral, os sinais de estabilização do crescimento mundial nos últimos dias, aliados a resultados corporativos acima das expectativas, tem sido importantes pilares de sustentação aos ativos de risco, em especial para as bolsas mundiais. Mantenho minha visão de que  caso o crescimento global continue a dar os sinais de estabilização que estamos ...

Eleição

O final de semana foi sem novidades do ponto de vista externo, mas com desenvolvimentos negativos no âmbito político local. A semana será decisiva para os mercados financeiros locais e externos, com as últimas pesquisas eleitorais antes do primeiro turno das eleições no Brasil, e uma agenda econômica carregada nos EUA, que será finalizada pelos dados de emprego norte americanos na sexta-feira. O cenário base é de manutenção do “ status quo”  atual, com dados de atividade econômica e emprego robustos nos EUA, que deveriam manter o USD bem suportado, liderado por uma alta gradual dos juros norte americanos (vide comentários adicionais abaixo). O risco, contudo, é que os números venham mais fracos do que aqueles divulgados nas últimas semanas, levando a uma correção dessas tendências recentes. Mantenho minha visão de que  o mercado está passando por um período de transição, onde o diferencial de crescimento entre os EUA e o resto do mundo ficará cada vez mais e...

Eleição

Após uma noite relativamente tranquila, com mais um dia de alta dos índices na China, os ativos de risco operam sem grandes movimentações essa manhã. As  commodities  metálicas, contudo, ainda dão sinais de fraqueza, assim como as bolsas da Europa. Parece que estamos passando por um dos recorrentes momentos de breve realização de lucros de algumas classes de ativos. Por hora, não vejo argumentos para que este período se torne mais duradouro, ou a correção mais acentuada. O cenário de menor crescimento estrutural da China, com o processo de normalização monetária nos EUA se consolidando neste mesmo período deveria, por outro lado, fazer com que os mercados globais operem com prêmios de risco um pouco mais elevados do que no passado recente. Neste ambiente, algumas classes de ativos precisam encontrar um novo patamar de equilíbrio, talvez mais baixo do que os atuais, assim como a volatilidade dos ativos de risco precisa ser mais alta do que aquela verificada no passado rece...

"Tempestade Perfeita"

Hoje definitivamente foi o dia em que a “tempestade perfeita” afetou os ativos locais. No âmbito externo, nos EUA, os bons números de vendas no varejo de julho, o forte Michigan Confidence de setembro, e uma onda de analistas revisando as expectativas para o FOMC na semana que vem, colocaram um bid no USD, especialmente contra EM e high yields , sustentados por mais um dia de abertura de taxas de juros nos EUA. Neste caso, níveis técnicos importantes foram rompidos, como o 2.60% da Treasury 10yrs e o 1.80% da Treasury 5yrs. No cenário local, a pesquisa Ibope mostrou novo avanço de Dilma, além de mais uma rodada de melhora na avaliação de seu governo. Vimos também um mercado tecnicamente mal alocado, com os investidores já bastante overweight em Brasil. O que esperar daqui para frente? Tenho o viés de acreditar que a correção desta semana atingiu níveis atrativos para os ativos locais novamente, especialmente no mercado de juros e na bolsa. A parte curta da curva de juros...

Eleição Brasil

Os ativos de risco operam sem tendência definida ou movimentações relevantes essa manhã, após mais uma noite de news flow esvaziado e agenda econômica fraca. Destaque apenas para os dados de inflação de agosto na China, que ficaram levemente abaixo das expectativas do mercado. A agenda do dia será mais agitada, com a Ata do Copom e a vendas no varejo de julho no Brasil, e o Jobless Claims nos EUA. Brasil – A pesquisa Datafolha divulgada ontem confirmou um quadro mais positivo para a campanha de Dilma, mas um pouco melhor para Mariana do que as demais pesquisas divulgadas essa semana. A diferença nas intenções de voto entre as duas ficou em 4% em um eventual segundo turno, com Marina ainda na liderança. Acredito que os ativos locais tiveram uma piora rápida e acentuada nos últimos dias, justificada pela rápida recuperação de Dilma e por uma posição técnica ruim. Os números divulgados ontem deveriam dar um alívio temporário aos ativos locais. Acredito que a Ata do Copom não irá...

Eleições Brasil & Fed

Na ausência de novidades relevantes no cenário econômico, e com uma agenda macro relativamente esvaziada esta semana, os ativos de risco vem basicamente mantendo as tendências recentes, ou seja, com destaque para a abertura de taxa dos juros americanos e fortalecimento do USD no mundo. Os investidores continuam se posicionando para o aumento da probabilidade de uma mudança na comunicação do Fed na região do FOMC na semana que vem. A agenda do dia será novamente esvaziada, mantendo o mercado a merce das pesquisas eleitorais no Brasil e de fluxos pontuais nos EUA. Brasil –   A pesquisa CNT/MDA divulgada ontem mostrou uma nova redução na diferença de intenções de voto entre Marina e Dilma no segundo turno, que caiu de dois dígitos a cerca de duas semanas atrás, para 3% na pesquisa de ontem. Além disso, a avaliação do governo Dilma segue uma trajetória clara de recuperação. Os números me levam a crer que o PT esteja sendo bem sucedido em seu programa eleitoral, passando uma me...

Eleição Brasil e ECB

Na expectativa da decisão do Banco Central Europeu (BCE), os ativos de risco operam em compasso de espera, sem movimentos relevantes essa manhã. As bolsas da China tiveram mais um dia positivo, reagindo ao anuncio de novas medidas de estímulo ao crescimento. Na agenda do dia, além da decisão do BCE, teremos o ADP Employment nos EUA, que é o último e o melhor indicador antecedente para o Payroll na sexta-feira. Brasil – O Copom manteve a taxa Selic estável, como era amplamente esperado pelo mercado, mas retirou do comunicado o termo “neste momento”. O comunicado, mais enxuto e lacônico, fica assim mais em linha com a mensagem da última Ata do Copom, ou seja, o “plano de voo” do BCB não contempla mudanças na taxa de juros no horizonte de curto-prazo. No tocante ao cenário político, as pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas ontem mostraram um recrudescimento do avanço de Marina, com a diferença nas intenções de voto em um eventual segundo turno caindo de em torno de 10% para em t...

Inflação americana em foco

Na ausência de novidades relevantes, os ativos de risco vêm mantendo as tendências recentes, ou seja, bolsas em alta, leve tendência de USD forte, juros bem comportados (nos lows do ano) e commodities estáveis. O destaque do dia ficará por conta do Core CPI nos EUA, mas o foco da semana estará reservado para amanhã, com as Minutas do FOMC, e para sexta-feira, com discurso de Yellen. Vejo baixa probabilidade de surpresas altistas no Core CPI, assim como o mercado. Qualquer número superior as expectativas de 0,1% MoM, contudo, pode acabar gerando alguma precificação um pouco mais hawkish no mercado global de juros e câmbio. Acredito que exista um risco de uma Minuta do FOMC levemente mais hawkish , ou “menos dovish ”, do que precifica o mercado hoje, mas qualquer interpretação nesta direção poderá ser desconstruída por Yellen na sexta-feira. Brasil – Não há dúvidas que o cenário eleitoral quem irá continuar ditando a dinâmica dos ativos locais, pelo menos até outubro. Não acho que...

Pesquisa Datafolha

Na ausência de desdobramentos mais negativos na Ucrânia, os ativos de risco retomaram a tendência positiva verificada até sexta-feira pela manhã. As bolsas americanas e europeias operam em alta, dando suporte aos mercados emergentes, os juros nos países desenvolvidos apresentam modesta abertura de taxas, e o USD opera sem tendência definida, mas com leve viés de dólar USD forte no mundo. A agenda do dia será esvaziada, com destaque apenas para o IPC-S no Brasil. A agenda ganha corpo mais intensamente a partir de amanhã. Brasil –   A pesquisa Datafolha com o nome de Marina Silva para presidente, divulgada esta madrugada, apresentou um cenário muito parecido com o que já vinha sendo ventilado na mídia. Dilma aprece com 36%, com Marina apresentando 21% e Aécio 20%. Em um eventual segundo turno, Dilma tem 43% contra 47% de Marina. Contra Aécio no segundo turno, Dilma ainda vence com 47% versus 39%. A avaliação positiva do governo apresentou leve recuperação.   Em suma, a ...

Resumo da Semana

A sexta-feira mostrou que o Brasil entrou definitivamente na janela eleitoral, com os mercados locais apresentando clara diferenciação em relação ao cenário externo. Neste ambiente, é importante acompanharmos de perto os desdobramentos da corrida eleitoral, mas sem perder de vista o cenário externo. Brasil Política - Os ativos locais tiveram uma sexta-feira de “ risk-on ” generalizado. Como vinha comentando desde a trágica morte de Eduardo Campos, a definição do nome de Marina Silva para concorrer a presidente na chapa do PSB seria determinante para a dinâmica de curto-prazo dos ativos brasileiros. Comentei que via essa probabilidade em torno de 80%. Hoje acredito que já seja próxima a 95%. Dentro deste contexto, com Dilma, Aécio e Marina, as chances de ocorrência de segundo turno se elevam para próximo a 100%. Finalmente, com uma avaliação de seu governo abaixo de 30% e uma taxa de rejeição superior a 40%, a campanha de Dilma em um segundo turno será extremamente desafiadora. E...

Pesquisa IstoÉ/Sensus

Em mais uma noite tranquila e sem novidades relevantes, os ativos de risco vem mantendo a tendência que predominou ao longo de toda a semana, ou seja, recuperação das bolsas globais, manutenção das taxas de juros dos países desenvolvidos muito próximas aos lows do ano e, em alguns casos, nas mínimas históricas,e leve tendência de dólar forte no mundo, mais concentrado em alguns pares do que em outros. Não vejo motivos, ou argumentos aparentes, para a inversão destas tendências no curto-prazo. A agenda americana hoje será mais agitada, o que pode trazer algum contorno diferente aos ativos de risco. Contudo, o foco deverá ficar por conta das Minutas do FOMC e das apresentações de membros do Fed na conferência de Jackson Hole na semana que vem. Na agenda do dia, teremos Empire Manufacturing , PPI e Industrial Production nos EUA, com o IBC-BR, espécie de PIB mensal do BCB, no Brasil. Já é esperado uma queda relevantes, entre 1,5% e 2% deste número em junho. Brasil – O foco do...

Eleições em Foco

Os ativos de risco mantiveram, ao longo do dia, a performance que observamos durante a manhã, ou seja, as bolsas americanas fecharam próximas aos highs recentes, o mercado de juros nos países desenvolvidos se manteve nos lows deste ano, mas o USD, após leve tentativa de enfraquecimento após a divulgação do Jobless Claims nos EUA, acabou fechando próximo a estabilidade. O cenário de crescimento global “OK”, porém não excepcional, sem pressões inflacionárias aparentes no mundo desenvolvido, cria expectativas de manutenção de uma política monetária expansionista pelos principais bancos centrais do mundo ainda por um horizonte de tempo relevante, o que vem dando suporte ao mercado global de renda variável e a sustentação dos yields em patamares deprimidos. Amanhã será um dia de agenda cheia com Empire Manufacturing, PPI e Industrial Production como destaques nos EUA. No Brasil teremos o IBC-Br na agenda. Brasil – As vendas no varejo de junho surpreenderam negativamente as expe...

Cenário Externo vs Cenário Interno

A trágica morte de Eduardo Campos ontem acabou deixando de lado os acontecimentos globais. No cenário externo, estamos observando uma clara e consistente recuperação das bolsas globais, lideradas pelo argumento de que estamos diante de um cenário de crescimento saudável, sem pressões inflacionárias aparentes (especialmente no mundo desenvolvido) em que os principais bancos centrais do mundo devem permanecer com postura bastante expansionista pelo horizonte de tempo relevante. Nem mesmo as surpresas negativas de crescimento na China ontem, e o fraco PIB dos países da Europa, divulgados hoje, foram capazes de reverter está dinâmica de mercado. Me chama a atenção a manutenção dos juros dos países desenvolvidos nos patamares mais baixos do ano e, em alguns casos, como na Europa, nos menores patamares da história, o que está claramente dando suporte aos ativos de risco. O USD, por sua vez, tem mostrado “maturidade”, tendo encontrado um piso mais alto do que o anterior e mostrando uma leve ...

Brasil

Se a eleição no Brasil prometia ser acirrada, a trágica morte de Eduardo Campos adicionou uma incerteza ainda maior ao cenário. Ainda me parece cedo para tirar qualquer tipo de conclusão mais concreta. Acredito que precisamos de algumas respostas, nos próximos dias, para desenhar um cenário mais claro para este novo ambiente: - Marina será a nova candidata do PSB? Acredito que probabilidade deste cenário seja grande (acima de 70%). Pelo curto espaço de tempo até as eleições, e pela ausência de um nome de peso no PSB, Marina parece ser a candidata mais óbvia. 1) Caso Marina seja candidata, qual será as intenções de voto nas pesquisas de primeiro turno?      - As últimas pesquisas feitas com o nome de Marina na corrida eleitoral mostravam intenções de voto superiores a de Eduardo Campos. Apesar de estarem defasadas, podemos supor que Marina tenha algo em torno de 10% a 20% das intenções de voto no primeiro turno;      - Caso Marina tenh...

Brasil - Pesquisa Sensus

A pesquisa eleitoral realizada pela Sensus, e divulgada esse final de semana pela revista Isto É, confirmou o que as demais pesquisas divulgadas na semana passada já haviam mostrado. Observamos uma clara tendência de baixa das intensões de voto para Dilma, em detrimento ao avanço de Aécio. No cenário mais provável, Dilma caiu de 34.0% para 32.2%, com Aécio subindo de 19.9% para 21.5%, e Campos caindo de 8.3% para 7.5%. No segundo turno contra Aécio, Dilma recuou de 38.6% para 37.8%, com Aécio subindo de 31.9% para 32.7%. Acho que valem algumas observações em relação a esta pesquisa: 1 – A Sensus é a pesquisa que tem o patamar mais baixo de intensões de voto para Dilma. As variações no primeiro turno estão basicamente dentro da margem de erro, mas confirmam o nível em torno de 30% das intensões para Dilma, com claro viés de baixa, em detrimento a um viés de alta de Aécio. 2 – A informação mais relevante, na minha visão, é o segundo turno, onde a diferença hoje...