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Sem mudança de cenário.

O feriado nos EUA favoreceu um dia de pouca liquidez e baixa volatilidade dos ativos de risco. O destaque ficou por conta da forte alta das bolsas na Europa, e para um movimento de fortalecimento do dólar contra G3, em especial, contra o EUR e JPY. Observamos também movimento de queda no ouro e alta no petróleo. Na minha visão, esses movimentos são puramente técnicos, após uma rodada de rápida e acentuada de deterioração do sentimento dos investidores. Não é à toa que o desempenho positivo dos ativos ficou concentrado naquelas classes mais pressionadas durante o sell-off (Bancos na Europa, Petróleo, JPY, EUR e etc). Acredito que próximo ao patamar de 1900-1925 no S&P500, por exemplo, poderemos ver uma perda de força destes movimentos positivos. Mantenho um viés mais negativo no tocante aos ativos de risco. Minha visão só será alterada caso eu observe uma mudança estrutural do cenário, algo que ainda não julgo estar ocorrendo. Alguns temas ainda me preocupam: China – A ...

China: Dados preocupantes de Exportação e Importação.

A  China  retornou do ferido de Ano Novo Lunar apresentando uma leve queda em seus índices de bolsa e uma relevante apreciação no  fixing  do  CNY , que ficou na banda mais apreciada das expectativa do mercado. O movimento do CNY está ajudando algumas moedas da Ásia e regiões, como AUD, mas não está favorecendo um movimento generalizado de dólar fraco no mundo. Muito pelo contrário, ainda vejo sinais evidentes de suporte à moeda norte americana esta manhã. Voltando a  China , os dados de Exportação e Importação ficaram muito abaixo das expectativas do mercado em janeiro, mostrando uma economia local e externa preocupantemente fragilizada. Ainda não há nenhum sinal de estabilização do crescimento do país. O governo parece estar adotando uma postura de combate contra o mercado financeiro global no tocante a moeda (CNY), o que parece estar trazendo frutos no curto-prazo (através de uma estabilização da moeda e o sofrimento daqueles com posições vendidas e...

Sem respiro...

Brasil -  O domingo trouxe mais uma onda de notícias negativas para o quadro econômico local. Segundo a Folha, o governo vai deixar a reforma trabalhista de lado para focar na reforma da previdência. Contudo, em outra matéria do mesmo jornal, o artigo afirma que a reforma da previdência deverá encontrar enormes dificuldades de aprovação no Congresso. De acordo com o Estado, o governo recuou de sua intensão em reduzir o crédito subsidiado do BNDES. Agora, o artigo afirma que o governo irá manter algumas linhas de crédito a juros baixos, com o objetivo de estimular a infraestrutura do país. Enfim, como tenho insistido incessantemente nas últimas semanas, parece que estamos migrando a passos largos para um caminho sem volta. Desde a saída de Joaquim Levy, não vimos uma guinada brusca em direção a "nova matriz econômica". Todavia, fica cada vez mais evidente que medidas pontuais e localizadas, mas cada vez mais corriqueiras, estão sendo adotadas nesta direção. Acredito que os at...

"Relief Rally", one more time!

A sexta-feira trouxe algumas notícias mais animadoras para algumas classes de ativos de risco. Primeiro, na Europa , o DB anunciou uma recompra de cerca de US$5,5bi de seus papéis de dívida. A medida está longe de afastar, definitivamente, os riscos em torno da rentabilidade do banco a longo-prazo, e os riscos de capitalização de curto-prazo. Contudo, é a primeira sinalização por parte de seus gestores de que estão atuando na direção de acalmar os ânimos dos investidores. Vejo a medida como positiva no curto-prazo, mas ainda não definitiva para tirar o banco do centro das atenções dos mercados financeiros globais. Segundo, nos EUA , as vendas no varejo de janeiro apresentaram altas superiores as expectativas. O Michigan Confidence caiu de 92,0 para 90,7, abaixo das expectativas do mercado (92,3), mas ainda em patamar saudável. A queda nas expectativas longas de inflação, contudo, apresentaram uma preocupante queda. De qualquer maneira, continuam se acumulando sinais de que a econo...

Brasil: Lava Jato envia documentos ao TSE e anima PSDB, que tenta impugnar chapa de Dilma e Temer.

Os ativos de risco estão apresentando desempenho misto essa manhã. As bolsas da Europa e dos EUA apresentam recuperação, a despeito do Petróleo estar abaixo do nível verificado após o novo rumor de uma nova reunião da OPEP para um corte de produção. O dólar no mundo apresenta desempenho misto, mas com sinais de fortalecimento. Na agenda do dia, destaque para o Retail Sales e o Michigan Confidence nos  EUA , com uma agenda relativamente esvaziada no Brasil. Segundo a Coluna Painel, da Folha, no  Brasil ,  Lava Jato envia documentos ao TSE e anima PSDB, que tenta impugnar chapa de Dilma e Temer.  Inimigo à espreita O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) recebeu recentemente de Curitiba caixas de documentos com depoimentos de delatores da Lava Jato sobre doações à campanha de reeleição da presidente da República. O lote, que ainda não foi analisado pela corte, é a aposta do PSDB para catalisar as ações movidas pelo partido para impugnar a chapa de Dilma e Tem...

Different day, same dynamic.

A narrativa dos mercados financeiros globais manteve-se a mesma verificada ao longo de toda a semana. Forte pressão nos ativos de risco, liderados pela queda nas ações dos bancos da Europa, puxado pela abertura de CDS dessas instituições (aumento expressivo do custo de captação do sistema financeiro, vide gráfico abaixo). As bolsas norte americanas até ameaçaram, novamente, uma recuperação mas, neste momento, continuam sobre pressão. Eu não descarto movimentos pontuais e localizados de “ relief rally ”, dado a força do movimento negativo verificado ao longo desta semana. Contudo, sem medidas que venham a equacionar, estruturalmente, os problemas que rondam a economia mundial (FX na China, capitalização dos bancos na Europa, baixo crescimento global, e afins), esses movimentos de recuperação tendem a ser cíclicos, e não estruturais. Nos EUA , o Jobless Claims caiu de 285k para 269k, abaixo das expectativas de 280k. O número mostra um mercado de trabalho ainda robusto no país. S...

Brasil: Nova rodada de deterioração fiscal.

Os ativos de risco estão abrindo a quinta-feira com sinais claros e inequívocos de fragilidade. O movimento esta manhã está sendo de bolsas e commodities em queda, dólar forte e fechamento de taxa dos  bonds  dos países desenvolvidos. Por hora, não vejo sinais claros de que os problemas estruturais que rondam a economia global estejam perto de serem resolvidos (FX na China, Bancos na Europa, ajustes econômicos nos EM, entre outros). Assim, neste momento, estou tratando qualquer movimento de estabilização como um "rebound"/"relief rally" pontual (e técnico), compatível com um quadro de excesso de pessimismo no curto-prazo, com indicadores técnicos relativamente "esticados" para o lado negativo. Ainda não vejo mudanças estruturais que justifiquem uma mudança definitiva de dinâmica dos ativos de risco. No  Brasil , a mídia está falando em um contingenciamento em torno de R$20 a R$30bi, muito abaixo daquele apresentado no ano passado e muito inferior ao n...